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Data do Post
08/11/2017
/Notícias

Investimentos previstos para o serviço público podem ser insufucientes

NOTA DE POSICIONAMENTO

Em nota sobre o anúncio feito pelo Ministério da Saúde de que irá triplicar o número de procedimentos mais precisos para a identificação do câncer de mama e investir cerca de R$ 9,4 milhões para o atendimento, a Sociedade Brasileira de Mastologia afirma que ainda é preciso que o serviço brasileiro de saúde pública melhore muito para reduzir o tempo gasto atualmente pelas mulheres entre a detecção e o início do tratamento.

Como o déficit na saúde pública é muito grande, não é possível afirmar totalmente se o investimento de R$ 9,4 milhões é suficiente. Porém, é bastante expressivo e beneficiará milhares de mulheres brasileiras que necessitam do atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Provavelmente haverá a necessidade de melhorar algumas unidades para atender a demanda sugerida pelo Ministério, tanto no que diz respeito à quantidade quanto à qualidade dos exames. É fundamental que o sistema público ofereça mamografias bem feitas (com materiais adequados para uma melhor resolução e profissionais treinados e qualificados para realizar o exame corretamente), associadas a biópsias igualmente de alto padrão para o bom atendimento de uma forma geral. Isso facilitará a leitura e adiantará muito o processo dos patologistas e citologistas.

Também é necessário que haja também uma uniformidade quanto à distribuição dessas melhorias, ou seja, que os atendimentos ocorram não só nas grandes capitais, principalmente no Sul e Sudeste, como também no Norte, Centro-Oeste e Nordeste.

A dificuldade de acesso aos exames de prevenção e de diagnóstico, além do tratamento, é hoje uma grande preocupação dos médicos da Sociedade Brasileira de Mastologia. Não é possível mais aceitar que as mulheres aguardem tanto tempo pelo atendimento, assim como fiquem mutiladas e com autoestima baixa por conta da demora no diagnóstico da doença, fazendo com que os tumores sejam descobertos em estágio avançado.

 

Fonte: http://bit.ly/2jbqRMG