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Autor(a):

Laço Rosa

Laço Rosa

Data do Post
04/05/2021
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Mastectomia: como funciona na prática

Quando uma mulher precisa remover cirurgicamente uma ou as duas mamas, é comum que ela fique insegura. Mas é fundamental ela se lembrar de que, em alguns casos, a mastectomia funciona como um procedimento fundamental na luta contra o câncer de mama. Além disso, se o médico indicou o tratamento, é porque ele acredita que é o melhor a fazer no momento para garantir seu bem-estar e sua qualidade de vida.

Neste post, mostramos como a mastectomia funciona, para quem está indicada, quais são seus principais tipos e como deve ser o período pós-cirúrgico. Acompanhe!

Como a mastectomia funciona na prática?

A mastectomia é um procedimento usado para retirar cirurgicamente a mama, tanto de forma parcial (uma delas) quanto total (as duas), a fim de tratar o câncer de mama.

Como o procedimento também pode ser realizado para outros objetivos, o tipo de cirurgia pode variar. Quem toma essa decisão é o mastologista ou o cirurgião plástico, que avalia cada caso individualmente para definir a melhor opção.

Para quem a mastectomia está indicada?

A mastectomia é indicada, principalmente, para mulheres que sofrem com o câncer de mama e também pode ser recomendada para pacientes que querem prevenir o desenvolvimento da doença — sobretudo para aquelas que fizeram um teste genético para saber se são predispostas à doença. 

O procedimento ainda pode ser indicado para complementar os tratamentos de quimioterapia e radioterapia, quando for possível prevenir que o câncer de mama apareça na outra mama — no caso de a mulher já ter tido a doença na outra mama. Além disso, ela pode ser realizada até para fins estéticos por mulheres que têm a intenção de tornar o corpo mais masculino.

É importante salientar que, pela importância das mamas para o organismo feminino como um todo, sempre que possível, o médico tenta preservar o órgão ao máximo, ou seja, só faz a mastectomia total se ela for, de fato, necessária.

Quais são os tipos de mastectomia?

A seguir, apresentamos os principais tipos de mastectomia e como cada um funciona. Confira!

Mastectomia simples

Esse é o tipo mais usado no tratamento contra o câncer de mama. Neste caso, o médico pode remover toda a mama. O tecido muscular que se localiza sob a mama e os linfonodos axilares, entretanto, são mantidos. Normalmente, a paciente recebe alta no dia seguinte à cirurgia.

Mastectomia dupla

A mastectomia dupla, também conhecida como bilateral, caracteriza-se pela retirada de ambas as mamas. Na maioria das vezes, esse procedimento é indicado para pacientes que têm alto risco de desenvolver a doença na outra mama — principalmente aqueles que sofrem uma mutação no gene BRCA.

Mastectomia preventiva

Como mencionamos no início, algumas mulheres são geneticamente predispostas ao câncer de mama, devido à presença dos genes BRCA1 e BRCA2, além de histórico familiar. Ela é indicada apenas para as mulheres com risco muito alto de desenvolver a doença.

Na mastectomia preventiva (ou adenomastectomia), é retirada toda a glândula mamária, mas se preserva a aréola e o mamilo. A glândula será substituída por uma prótese de silicone. O procedimento reduz o risco de câncer de mama em cerca de 90%.

Mastectomia poupadora da pele

Normalmente, esse tipo de procedimento não é indicado para pacientes que têm tumores próximos da superfície da pele ou que são muito grandes. Isso porque a mastectomia poupadora da pele busca preservar a pele da mama para possibilitar uma reconstrução mamária imediata. Portanto, a retirada da mama poupando a pele restringe-se às mulheres que possuem tumores que estão mais profundos.

Mastectomia parcial

Também chamada de setorectomia, na mastectomia, o médico remove a mama parcialmente, ou seja, retira apenas a região onde o tumor se encontra, sem que haja necessidade de remover a mama inteira.

Nesse tipo de mastectomia, alguns gânglios das mamas também podem ser eliminados para que se possa avaliar se os gânglios linfáticos da axila também foram afetados. Em geral, um complemento para o tratamento é a aplicação de radioterapia na região que não foi retirada da mama e que, ao mesmo tempo, estava ao redor do tumor.

Mastectomia radical

A mastectomia radical raramente é realizada, já que consiste na retirada total da mama, acompanhada dos músculos peitorais e dos linfonodos axilares. Geralmente, é indicada quando o tumor é muito grande e continua a crescer a ponto de atingir a parede torácica.

Quais são os cuidados pós-operatórios da mastectomia?

Tomar os cuidados necessários no pós-operatório da cirurgia de mastectomia é essencial para amenizar as sequelas do procedimento. O tempo de recuperação varia de acordo com diversos fatores, como a extensão da doença, o tipo de cirurgia (da poupadora à radical), as características dos procedimentos, o tratamento que acompanha a retirada das mamas (como uso de medicamentos quimioterápicos ou radioterapia), entre outros.

No período pós-operatório, portanto, é importante que o paciente tome todos os medicamentos prescritos pelo médico, principalmente em caso de dor. Além disso, também é essencial retornar ao consultório do profissional alguns dias após o procedimento, em data indicada por ele.

No pós-operatório da mastectomia:

Quais tratamentos podem acompanhar a mastectomia? 

Além de realizar a retirada total da mama, o médico pode decidir por complementar o tratamento visando a não recidiva do câncer de mama (evitar que ele apareça em outros órgãos). Com isso, é comum a realização de quimioterapia e radioterapia. 

Se você foi diagnosticada com câncer de mama, é fundamental escolher um profissional especializado para fazer a mastectomia. Somente ele sabe examinar cada caso e indicar o melhor procedimento.

Essas informações foram úteis para você? Então compartilhe este post nas suas redes sociais e ajude outras mulheres a entenderem mais sobre o assunto!