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Autor(a):

Fundação Laço Rosa

Fundação Laço Rosa

Data do Post
24/01/2023
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Conheça os principais efeitos colaterais da radioterapia

Após receber o diagnóstico de câncer, surgem muitas dúvidas com relação aos tratamentos disponíveis e por quais deverá passar. Entre os mais comuns estão a quimioterapia e a radioterapia.

Vale lembrar que a escolha dependerá de cada paciente. O médico avaliará o caso em particular e indicará aquele que oferece maior chance de resposta. Contudo, conhecer melhor cada terapia ajuda a enfrentar melhor esse momento, pois permite que você se prepare da melhor forma.

Pensando nisso, nós elaboramos este conteúdo completo sobre os efeitos colaterais da radioterapia. Acompanhe o texto para saber quais são e como minimizá-los de forma simples e eficaz!

Afinal, o que é radioterapia?

Conforme comentamos no início, a radioterapia é um dos tratamentos mais utilizados contra diversos tipos de câncer. No entanto, diferentemente da quimioterapia — que é feita por meio da injeção de medicamentos —, esse é um tratamento local, que utiliza radiações ionizantes para combater tumores malignos e, eventualmente, benignos.

Seu objetivo é parar a reprodução das células que estão causando o câncer no paciente. Para isso, aplica-se uma dose precisa de radiação no alvo, com danos mínimos aos tecidos normais vizinhos. Em geral, é feita em conjunto com outras terapias, potencializando os resultados do tratamento.

A radioterapia pode ser classificada em duas categorias. Veja!

Radioterapia externa ou convencional

Consiste na aplicação de um feixe de radiação a longa distância no tumor. Essa modalidade é muito utilizada, tanto com finalidade curativa quanto paliativa.

Radioterapia interna ou braquiterapia

Os feixes de radiação são aplicados a curta distância. Para isso, o material é colocado próximo ao tumor, como um implante radioativo ou uma solução líquida por meio de injeção intravenosa.

Essa modalidade é mais utilizada nos casos de tumores bem pequenos e com localização de difícil acesso.

Quais são os efeitos colaterais da radioterapia?

É importante lembrar que você não sentirá dor durante as sessões. Poderá haver um leve ardor na região e perceber a pele mais avermelhada, mas é algo passageiro.

Se o incômodo persistir, não deixe de comunicar a equipe médica responsável pela aplicação. No entanto, por se tratar de um tratamento forte, é bastante comum causar alguns efeitos colaterais, que, em geral, costumam surgir cerca de 3 semanas após o início.

A seguir, confira quais são os efeitos mais frequentes e como minimizá-los.

Fadiga

Esse é um dos efeitos mais comuns e, normalmente, surge após algumas semanas do início da radioterapia. Isso acontece porque o corpo precisa se recuperar das lesões causadas às células saudáveis do organismo. A tendência é que desapareça gradualmente após o término do tratamento.

Perda de cabelo

A alopecia, ou queda de cabelo, é temporária e acontece com mais frequência na quimioterapia, mas também pode surgir com a radioterapia — principalmente quando é feita na região da cabeça e pescoço.

Vale ressaltar que a intensidade da perda de cabelo varia de acordo com a dose de radiação. Quando o cabelo volta a crescer, normalmente 3 a 6 meses após o fim do tratamento, é comum que ele tenha coloração e textura diferentes do que tinha antes.

Alterações na pele

A pele na região onde é aplicada a radiação pode ficar avermelhada, mais sensível ou mais escura. Então, é comum sentir um pouco de dor e coceira no local, ou perceber a pele mais seca e escamosa.

Para esses casos, há loções e cremes específicos para pacientes oncológicos. Então, é importante solicitar a recomendação do seu médico.

Alguns pacientes não têm qualquer alteração na pele, enquanto outros podem ficar com cicatrizes ou manchas.

Náuseas e vômitos

Quando a radioterapia é realizada na região do abdômen ou na pélvica, o paciente pode sentir enjoo e ter vômitos por um período curto após a sessão. Esses sintomas ocorrem, principalmente, quando é feita a radioterapia externa.

Para prevenir e combater os enjoos, evite alimentos gordurosos e prefira os mais secos, como torradas, biscoitos e pães — ou, ainda, mais refrescantes e gelados, como gelatina e iogurte. Além disso, diminua a porção, fazendo mais refeições durante o dia.

Perda de apetite

A perda de apetite surge em virtude de outros efeitos colaterais, como náuseas, feridas na boca, problemas de deglutição, boca seca e alterações no olfato e no paladar, que podem tornar os alimentos menos apetitosos.

Para abrir o apetite, pingue gotinhas de limão na língua ou mastigue pedaços de gelo. Outra dica é usar ervas aromáticas no preparo dos alimentos, pois ajudam a variar o cardápio e diminuem as chances de enjoar da comida.

Sintomas similares aos da gripe

Esses efeitos, geralmente, surgem em uma ou duas sessões de radioterapia e incluem dores de cabeça, nas articulações, nos músculos e fadiga.

Se você tiver febre, é importante consultar o seu médico para que ele indique o medicamento mais adequado.

Diarreia

Ter diarreia é mais comum quando a radioterapia é realizada na região pélvica ou do abdômen, e pode se agravar à medida que o tratamento continua. Como há medicação para combater esse problema, é importante relatar ao médico caso venha a acontecer com você.

Também é importante ingerir alimentos ricos em fibras e de fácil digestão, além de beber bastante água e água de coco para evitar a desidratação.

Alterações nas taxas sanguíneas

Essas alterações ocorrem devido ao efeito da radiação nas células sanguíneas que são produzidas pela medula óssea. É mais comum acontecer se a radioterapia é feita em conjunto com a quimioterapia. Apesar de ser temporário, é importante fazer o acompanhamento das taxas sanguíneas ao longo do tratamento.

É importante lembrar que algumas atividades físicas minimizam os efeitos colaterais. No entanto, essencial conversar com o seu médico para que ele indique quais exercícios podem ser feitos por você sem comprometer o tratamento ou a sua saúde.

Os efeitos colaterais da radioterapia variam de pessoa para pessoa, pois cada organismo é único. Além disso, depende do tipo de câncer, bem como dos medicamentos e terapias realizadas em conjunto. Em todos os casos, é essencial fazer um acompanhamento médico, que indicará as melhores formas de atenuar os desconfortos.

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